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Rede
Posted by Rafael Vital on 30/Oct 17:26

Rede

Classificação: Classificado / Público
Proprietário: Rafael Vital
Usuários: Público em geral
Versão: 0.1 (Criada em 07/06/2017)
Alterado último por: Rafael Vital

1 - Sumário

Nesta aba do ProApps o usuário será capaz de editar a página inicial da aplicação, visualizar os acessos ao disco e os processos em execução, além de outros detalhes que serão descritos a seguir. Para melhor entendimento do documento, na imagem acima é possível visualizar o menu como este é apresentado na aplicação.

2 - Rede

Neste submenu de “Status” o usuário irá conseguir visualizar o status de rede com informações sobre as interfaces, receber diagnósticos do funcionamento geral, além de poder checar as tabelas de roteamento. Estas e outras funções serão descritas abaixo em detalhes.

2.1 - Status

Logo ao abrir a página é apresentado a tabela “Interface” referente as interfaces de rede da máquina. Essa é uma das guias de “Status”, sendo que a outra é “Netstat”. A primeira guia a ser analisada é a de “Interface” como pode ser visto na imagem abaixo. Após a imagem os campos serão analisados em detalhes.

Name: Neste campo é definido o nome da interface de rede.

Mtu: MTU ou Maximum Transmission Unit (Unidade Máxima de Transmissão) se refere ao tamanho do maior pacote que uma camada de um protocolo de comunicação pode transmitir.

Network: Neste campo é apresentado a rede da interface.

Address: Neste campo é apresentado o endereço de rede da interface.

Ipkts: Neste campo é apresentado o número total de entrada de pacotes.

Ierrs: Neste campo é apresentado o número total de erros na entrada de pacotes.

Opkts: Neste campo é apresentado o número total de saída de pacotes.

Oerrs: Neste campo é apresentado o número total de erros na saída de pacotes.

Coll: Neste campo é apresentado a contagem do número de colisões entre pacotes.

A próxima guia que será analisada é “Netstat” e nela contém duas tabelas com informações diferentes, que são: “Conexões de Redes Ativas” e “Sockets UNIX Ativos”. A guia “Netstat” tem por objetivo prover informações sobre as conexões de rede (de saída e de entrada), tabelas de roteamento e uma gama de informações sobre as estatísticas da utilização da interface na rede. A primeira tabela a ser analisada é a de “Conexões de Rede Ativas” como apresentado na imagem abaixo. Logo após há uma explicação sobre cada campo.

Proto: Neste campo é apresentado o protocolo de comunicação de rede utilizado pelo socket.

Recv-Q: Neste campo é apresentado a contagem de bytes não copiados pelo usuário do programa conectado a este socket.

Send-Q: Neste campo é apresentado a contagem de bytes não reconhecidos pelo host remoto.

Local Address: Neste campo é apresentado o endereço e o número da porta do fim do socket local. A menos que a opção seja especificada, o endereço de socket é resolvido com seu host name regular, e o número da porta é traduzido para o nome de serviço correspondente.

Foreign Address: Neste campo é apresentado o endereço e o número da porta do fim do socket remoto.

(state): Neste campo é apresentado o estado do socket e este pode ser encontrado em muitos estados. Na imagem acima há três estados diferentes: “ESTABLISHED”, “TIME_WAIT” e “LISTEN”. Quando o socket está na estado de “ESTABLISHED” significa que a conexão está estabelecida, quando este se apresenta em “TIME_WAIT” significa que o socket está aguardando e perto de manusear pacotes ainda na rede. Já o estado de “LISTEN” significa que o socket faz o papel de escuta em uma rede.

A segunda tabela “Sockets UNIX Ativos” será analisada a seguir e antes de descrever os campos presentes é preciso entender o que é socket. Os sockets permitem que dois processos diferentes, na mesma máquina ou em máquinas diferentes, se comuniquem. Sendo mais preciso, é uma maneira de um computador se comunicar com outros computadores. Na imagem abaixo é possível visualizar a tabela e os campos serão descritos a seguir.

Address: Neste campo é apresentado o endereço do socket que é uma combinação de um IP com o número de uma porta. Porém, ao considerarmos o tamanho da internet, é impossível que uma máquina memorize o endereço de todas as outras. Assim, ao passar o endereço de um socket, não se passa diretamente seu IP mas sim um endereço mais fácil de recordar.

Type: Neste campo é apresentado o tipo do socket, este por sua vez especifica a comunicação semântica.

Recv-Q: Neste campo é apresentado a contagem de bytes não copiados pelo usuário do programa conectado a este socket.

Send-Q: Neste campo é apresentado a contagem de bytes não reconhecidos pelo host remoto.

Inode: Neste campo é apresentado o inode que é uma estrutura de dados em um sistema de arquivos do Unix que descreve um sistema de arquivo como, por exemplo, um arquivo ou um diretório.

Conn: Este campo apresenta as conexões do socket através de um arquivo sockfd ao endereço especificado pelo campo addr.

Refs: Neste campo são apresentados os sockets que foram diretamente referenciados e um socket pode ser referido por um processo utilizando um descritor de socket. 

Nextref: Neste campo são apresentados os sockets que serão posteriormente referenciados após a primeira referência.

Addr: Este campo representa o endereço para o qual os datagramas são enviados por padrão, além de ser o único endereço do qual os datagramas são recebidos.

2.2 - Diagnóstico

Neste submenu de “Redes” o usuário receberá informações a respeito de sua conexão a internet, roteamento, captura de pacotes, dentre outras informações que serão descritas a seguir.   

2.2.1 - Ping

O primeiro da lista de diagnósticos a ser analisado é o “Ping” e nesta página o usuário mede a latência da conexão entre dois pontos. Esta medida diz quanto tempo um pacote de dados leva para ir do seu servidor para um outro ponto e voltar. Na imagem abaixo é possível visualizar alguns campos e logo após há uma explicação de cada um deles:


Host: Neste campo deve ser colocado IP, por exemplo, 8.8.8.8 (www.google.com.br)

Tamanho: Neste campo é definido o tamanho em bytes do pacote a ser enviado. Logo após a definição o usuário poderá escolher se ele deseja que o servidor receba ou não pacotes fragmentados e isso pode ser definido no campo “Don’t fragment”. Ao marcar a opção os pacotes não serão fragmentados e caso não seja marcado pacotes fragmentados serão aceitos.

Testar por: Neste campo o usuário deve definir quantos pacotes serão testados e em qual período de tempo.

IP Origem: Neste campo o usuário deve definir qual é o IP de Origem e caso haja mais de uma interface de rede configurada e possível realizar testes com essas redes. Para realizar esse teste basta selecionar a interface de rede desejada.

TTL: O campo TTL ou, Time to Live, é o tempo máximo que o pacote tem de vida na rede. Para realizar essa contagem deve ser considerado que a cada roteador que ele passa ou, a cada salto (hop), o valor é decrementado em 1. Quando esse valor atinge o valor de zero ele é descartado para evitar que o pacote fique perdido em looping na rede sem achar seu destino.

2.2.2 - Traceroute

O próximo da lista a ser analisado é o “Traceroute”, uma ferramenta de diagnóstico que rastreia a rota de um pacote através de uma rede de computadores que utiliza protocolos TCP/IP e ICMP. Na imagem abaixo é possível visualizar a tela com seus respectivos campos e logo após há uma análise geral:

Host: Neste campo deve ser colocado IP ou host, por exemplo, 8.8.8.8 (www.google.com.br).

Tamanho: Neste campo é definido o tamanho em bytes do pacote a ser enviado. Logo após a definição o usuário poderá escolher se ele deseja que o servidor receba ou não pacotes fragmentados e isso pode ser definido no campo “Don’t fragment”. Ao marcar a opção os pacotes não serão fragmentados e caso não seja marcado pacotes fragmentados serão aceitos.

Saltos: Neste campo é definido quantos saltos serão apresentados  na tabela após sair do “Host”. Quando fala-se de saltos é necessário um pouco mais de detalhe. Ao realizar um ping para descobrir qual é a velocidade que o computador vai chegar até determinado ponto, no caso de exemplo o google, a conexão não é feita de maneira direta. Para alcançar algumas páginas é necessário que a rota realize “saltos” para encontrar IPs que vão dizer qual é a direção para determinado local. A rota da “saltos” até encontrar o seu destino.

IP Origem: Neste campo o usuário deve definir qual é o IP de Origem e caso haja mais de uma interface de rede configurada e possível realizar testes com essas redes. Para realizar esse teste basta selecionar a interface de rede desejada.

Protocolo: Neste campo o usuário poderá optar por três protocolos diferentes: TCP, UDP e ICMP. A seguir há uma explicação de cada um dos protocolos. TCP (verifica a integridade dos dados transmitidos, baseado em conexões, envia mensagem informando de houve ou não o recebimento dos dados). UDP (não é baseado em conexões, menos confiável pois não há procedimento de verificação no envio e recebimento de dados). ICMP (fornece relatórios de erros, computador que utiliza IP precisa aceitar mensagens ICMP).

Intervalo entre os testes: Neste campo é definido de quanto em quanto tempo será realizado um teste. Logo no campo a frente há uma opção de “Resolver DNS Reverso” e ao marcar essa opção o usuário consegue visualizar a URL correspondente a cada IP.

2.2.3 - Capturar Pacotes

Terceiro da lista de Diagnósticos, na página de “Capturar Pacotes”, como o próprio já diz, o usuário será capaz de visualizar quais pacotes estão sendo trocados entre a sua máquina e outros computadores. A tabela nomeada de “tcpdump” é um analisador de pacote que mostra o conteúdo de pacotes de redes. Na imagem abaixo é possível visualizar a tela e logo após os campos serão analisados em detalhes. 

Interface: Neste campo são apresentadas todas as interfaces de rede disponíveis. O usuário deverá definir de qual interface ele deseja capturar os pacotes.

Capturar por: Neste campo o usuário poderá definir através de qual método os pacotes serão capturados. A primeira opção é a captura pela quantidade, na qual o usuário determina essa quantidade. Já a segunda opção é por segundos, na qual o usuário captura quantos pacotes couberem no tempo estipulado.

Filtrar por: Neste campo o usuário conseguirá aplicar filtros para determinar qual tipo de pacote ele deseja capturar. No primeiro campo, Protocolo, é possível filtrar que tipo de pacote o sistema precisa capturar dependendo do protocolo. Já no segundo campo, Host, o usuário pode definir algum host específico, juntamente com a porta, do qual ele deseja receber pacotes. O terceiro e último campo, Editar Expressão, permite que o usuário edite as informações inseridas nos dois campos anteriores. Após a inserção das informações ambas são descritas no campo que fica abaixo do botão “Editar Expressão” e ao marcar este botão é possível alterar alguma informação. Caso o botão esteja desmarcado não é possível alterar os dados.   

2.2.4 - Tabela ARP

Este submenu, Tabela “ARP” ou Protocolo de Resolução de Endereços (em português), é um protocolo de telecomunicações usado para a resolução de endereços da camada de internet em endereços da camada de enlace, uma função crítica em redes de múltiplos acessos.

Após uma breve explicação do protocolo ARP, voltamos a nos ater a página analisada que pode ser visualizada na imagem abaixo. Logo após há uma explicação de cada campo.

Interface: Neste campo são apresentadas as interfaces de rede presentes na máquina. Ao escolher uma das interfaces e clicar no botão “Executar” no canto superior direito da tela as informações relativas a essa interface serão apresentadas em uma tabela. As informações apresentadas são: IP, MAC Address, Interface e Informações (relativo ao estado da interface).

Resolver nome: Neste campo o usuário poderá receber informações do nome da interface. Caso este campo esteja marcado como “Sim”, na tabela que anteriormente exibia o IP, MAC Address, Interface e Informações passará a incluir o “Nome” da interface também.

2.2.5 - Obter Rota

Neste submenu a função é muito similar ao submenu “Tabela ARP” com a diferença que na “Tabela ARP” o resultado apresentado era referente a uma interface de rede. Já em “Obter Rota” o resultado apresentado é o caminho para chegar até determinado Host. Na imagem abaixo é possível visualizar a página e a direita há uma tabela com informações que serão explicadas logo após.

Host: Neste campo o usuário deve entrar com uma URL ou um IP válido para que seja traçada uma rota até o destino.

Resolver nome: Ao marcar a opção “Sim” o usuário irá receber o nome do host ou do ip que foi passado no campo anterior.

Ao finalizar o preenchimento dos dois campos acima e clicar no botão “Executar” o usuário terá de retorno uma tabela similar a que pode ser vista na imagem acima. Abaixo há uma explicação dos campos da tabela:

Socket Address: Neste campo foram apresentados endereços de sockets para que os processos possam se conectar a eles.

Flags: Neste campo são apresentadas as flags que foram validadas para que a rota até o destino fosse obtida.

Route to: Neste campo é apresentado qual é o destino da rota pedida pelo usuário. Caso seja incluído no campo host um endereço IP e a opção de resolver nome esteja desabilitada será apresentado neste campo somente o IP digitado. Já se a opção resolver nome estiver habilitada o usuário terá de retorno a URL correspondente do IP desejado. Outra possibilidade é do usuário digitar a URL com o campo resolver nome desabilitado, neste caso irá retorno o IP do destino. Por último se o usuário digitar a URL e habilitar a resolução do nome será apresentado um endereço de domínio.

Destino: Neste campo é mantido um valor padrão (default) pois o IP já foi passado no campo host anteriormente.

Máscara: Neste campo é mantido um valor padrão (default) pois o IP já foi passado no campo host anteriormente.

Gateway: Este campo representa o IP da máquina responsável por interligar a máquina de destino a máquina requisitante.

Interface: Neste campo é apresentada a interface que solicitou a rota para o destino.

Flags: Neste campo são apresentadas as flags que foram validadas para que a rota até o destino fosse obtida.

Estatísticas: Neste campo são apresentadas as estatísticas da transferências de pacotes até que a máquina chegue ao destino.

Kernel Flags: Neste campo são apresentadas as flags do Kernel que foram validadas para que a rota até o destino fosse obtida.

Kernel FIB entry: Neste campo é apresentado o armazenamento de cache que foram utilizadas recentemente.

2.2.6 - Telnet

Telnet é um protocolo de rede utilizado na internet ou redes locais para proporcionar uma facilidade de comunicação baseada em texto interativo bidirecional usando uma conexão de terminal virtual. Na imagem abaixo é possível visualizar a tela inicial e logo após há uma explicação de cada campo.

Host: Neste campo o usuário deve entrar com uma URL ou um IP juntamente com uma “Porta” válida.

Comandos: Neste campo podem ser adicionados comandos (filtros) para que o resultado seja de acordo com a necessidade do usuário. 

Timeout: Tempo máximo de espera para que o resultado retorne.

2.3 - Roteamento

Neste submenu de “Rede” o usuário poderá visualizar a tabela de roteamento tanto de IPs do tipo IPv4 quanto do tipo IPv6. A seguir as guias serão explicadas em detalhes.

2.3.1 - Visualizar tabela de roteamento

O roteamento é a principal forma utilizada na internet para a entrega de pacotes de dados entre hosts. O modelo de roteamento é o do salto-por-salto, onde cada roteador que recebe um pacote de dados, abre, verifica o endereço de destino no cabeçalho IP, calcula o próximo salto que vai deixar o pacote mais próximo de seu destino.

A tabela na parte superior, nomeada de “Internet” apresenta as rotas de IPv4 com as pontes de ligação (gateway), as flags e as interfaces de rede da máquina. Na imagem abaixo é possível visualizar a tela inicial e logo após há uma explicação de cada campo.